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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O misteriosos caso de Miguel Parte II - O Encontro

Passaram-se alguns dias depois que perdi a oportunidade de encontrar o "Fantasminha camarada". Descobrimos que ele trabalha como gerente de uma farmácia em tempo integral. Isso quer dizer que sai bem cedo de casa e só volta muito tarde. Mesmo assim, não consigo compreender que jornada de trabalho é tão grande como essa, na minha terra isso  se chama escravidão; ou... uma fachada!

Segui minha busca implacável paralela aos estudos. Pensei em fazer um retrato falado ou coisa assim. Todos que já o tinham visto debochavam de mim. Em minha mente veio aquele filme de terror onde todos dizem ter visto uma pessoa, que na verdade está morta, e no desfecho da história apenas um dos jovens se salva - eu, é claro.

Um rascunho de como seria as feições de Miguel
Sempre que estava em meu quarto, de alguma maneira era o momento exato da chegada dele. Como as paredes são à prova de som, nunca o escutava. Quando acordava no meio da noite para beber água, podia ver a luz do seu quarto acessa, de lá vinha um barulho estranho... como se uma televisão estivesse ligada; mas os quartos não têm Tv! Mesmo que fosse apenas um computador, quem em sã consciência, depois de trabalhar 12 horas diárias, passaria a noite toda acordado? Não que eu fique a noite toda bisbilhotando a vida alheia, mas é algo que suponho.

O pior aconteceu na manhã da última sexta-feira. Não ouvi o celular despertar e acordei apressado, pois não queria chegar atrasado na aula. Já passara das 08:00 e fui em direção ao banheiro - há um banheiro no andar de cima e outro no andar de baixo - para minha surpresa me deparei com algo, no mínimo, estranho.

sábado, 25 de agosto de 2012

O misterioso Caso de Miguel


Desde que chegamos na casa em que estamos hospedados, uma coisa nos chamou atenção. Havia um quarto ao lado do nosso em que vivia um hóspede chamado Miguel. O que nos incomodava é que, passados alguns dias da nossa presença, ninguém nunca tivera  visto. Coisas estranhas começavam acontecer pela casa; janelas apareciam abertas; luzes acessas; e o pior... pratos sujos! Mas sequer tínhamos visto as "fuças" desse homem. 

Começamos a temer sua presença, precisamos a todo custo encontrá-lo. Para nós ele passou a ser uma espécie de fantasma da casa. Nossa curiosidade foi tamanha que questionamos a dona da casa sobre as atividades que ele executava. Miguel nunca estava em casa, quando acordávamos ele já tinha saído e quando dormíamos ele ainda não tinha chegado.


Aos poucos a verdade foi aparecendo... Um a um, cada um de nós foi conhecendo a verdadeira face do "Fantasma Miguel", todos menos eu! Sempre que estava perto de conhece-lo algo acontecia. Normalmente quando eu descia as escadas pra ir até a cozinha, ele saia do seu quarto e ia até o banheiro. Teve um dia em que estive bem perto de enfrentá-lo cara a cara, mas não tive coragem.

Estava no andar de baixo e ouvi o trinco da porta se mexer. Todos já estavam em seus quartos, então não podia ser ninguém mais a não ser... ele! Além da porta da entrada, uma outra porta nos separava, poderia ter ficado ali para encara-lo, mas fiz o contrário entrei dentro do banheiro e esperei que ele entrasse. Quando mudei de ideia já foi tarde demais. Subi correndo as escadas, mas ao chegar no último degrau, ele tinha fechado a porta do seu quarto.

Que frustração! Passaria uma semana mais até que eu o conhecesse... 

(CONTINUA)